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Check List de Compras - Cherokee Sport PDF Imprimir E-mail
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Mecânica Off-Road
Escrito por Daniel Oliveira   
Qua, 23 de Junho de 2010 22:46

O segredo na compra de todo veículo usado está em examina-lo corretamente afim de se evitar dores de cabeça futuras.


Antes de mais nada é preciso entender as diferenças entre os modelos.

XJ – Cherokee Sport – Sendo as mais comuns no Brasil dos anos 97 e 98 na grande maioria, mas existem em bom número do ano 2000 e 2001. De 96 à mais antigas, são menos comuns, logo, dê preferência por modelos mais comuns.
Com câmbio automático 4 marchas são a grande maioria no Brasil, mas existem com opção manual de 5 marchas, principalmente os modelos a Diesel. Dois modelos de caixa de transferência são comum por aqui, uma que possui apenas a opção 4x4 Part Time (só para uso em trilhas e terrenos com barro) e uma outra que possui ainda a opção Full Time que permite rodar no asfalto em qualquer velocidade. Ambas com reduzida. As 97 o ABS era opcional e comum nos anos seguintes.

ZJ – Grand Cherokee (até 1998 )– Existem dois modelos básicos, a Laredo que possui o mesmo motor que equipa a XJ de 4.0L com 6 cilindros em linha e o modelo Limited com motores V8.
No Brasil praticamente todos os modelos são com câmbios automáticos e a caixa de transferência apenas permite rodar em Full-Time ainda com a opção de reduzida.
O acabamento da Limited é superior a todos os outros modelos da linha que conta com opções como AC c/ controlador automático, bancos e espelhos com memória para diferentes motoristas e computador de bordo com funções variadas.

WJ – Grand Cherokee (de 99 até 2005) – Na mesma linha das ZJs.

YJ - Wrangler de 86 até 95 - Mecânica similar a da XJ, mas a caixa de transferência não possui opção 4x4 Full Time e suspensão com feixe de molas.

TJ - Wrangler de 97 até 06. - Idem anterior, mas com suspensão com molas helicoidais e opção de ABS a partir de 98.

É claro que existem uma série de outras diferenças entre os modelos, mas estas são as diferenças mais evidentes entre estes.

Antes de Comprar:

-Verifique se o carro possui o(s) controle(s) remotos de abertura e travamento de portas. Estes controles são relativamente caros e difíceis de encontrar.


-Atento para o som do motor, ligue o carro (de preferência com o motor frio), o motor TEM QUE PEGAR DE PRIMEIRA. O som do motor não deverá apresentar ruídos de tuchos, válvulas, nem nada que não seja tipicamente o som gostoso desses motores.


-Atente também para o nível de fumaça emitida no cano de descarga. Mesmo motores com 150 mil km não emitem NADA DE FUMAÇA, mesmo a 3.000/3500 RPM.


-Com o motor já quente, acelere gradativamente até 3000 RPM, a aceleração deve subir “redonda” sem “engasgar”. Solte o acelerador gradativamente e o mesmo deverá ser observado.


-Você terá que avaliar se não existe nenhum tipo de vazamento de óleo no carro. Uma Cherokee ou Wrangler em bom estado não vaza absolutamente NADA.


-Ruídos nos diferenciais são importantes de serem verificados, mas somente aparecem em velocidades acima dos 80 Km/h. Se estiver equipada com pneus AT com desenhos mais agressivos e MTs, com certeza vai confundir o ruído dos pneus com ruído de diferencial, ou vice-versa, e aí não tem receita. No caso da XJ, esse teste deve ser feito na posição full-time.


-Nas XJs, YJs e TJs engate e desengate as posições da caixa de transferência e rode com o veículo, aliás, vc poderá testar o carro a todo momento em 4x4 Full Time na XJ equipada com esta opção.


-A mudança da alavanca da caixa de transferência deverá ser bem firme, porém não absurdamente “travada”. Se travar, experimente engatar a ré, depois alguma marcha a frente e verifique se consegue então a mudança, se conseguir tudo OK.


-Para o teste do Part Time (XJs, YJs e TJs) ou 4x4 Low, procure um longo trecho o mais reto e plano possível e ande com o carro até os seus 40-50 km/h que já será suficiente. Atenção para ruídos estranhos.


-Para o teste do câmbio automático a primeira coisa é ver o nível de óleo, se estiver baixo esqueça. Provavelmente o antigo dono era um relaxado e o câmbio pode ter sobre aquecido. Dentro da vida útil do óleo, o nível não baixa se o mesmo estiver OK. O óleo do câmbio deverá preferencialmente ter uma cor avermelhada e no máximo tendendo ao marrom, se estiver escuro de mais onde nada lembra o vermelho ou claro demais, pode esquecer por esse câmbio aqueceu demais.


Teste do Câmbio Automático:
Com o carro parado e freado, mude a alavanca entre D e N, você irá sentir um leve “tranquinho” no carro e este deve acontecer praticamente ao colocar em D. O mesmo deve acontecer para a posição R. Com o motor ligado e pré aquecido, freio de mão travado e com o pé no freio, passe para a posição D e enquanto mantém o carro freado, acelere com vontade rapidamente (famoso “socar o pé”), atente para o contagiros, a rotação não deve passar de 2.400 RPM. Coloque em N e espere 2 minutos e repita o mesmo processo para a posição R. Faça este teste somente em um lugar onde tenha espaço aberto para evitar acidentes. Quando fazer este teste, NÃO acelere por períodos prolongados, 5 a 10 segundos de aceleração são suficientes para esta avaliação. Se os freios estiverem bons, nesse processo o carro não deve de mover, no máximo levantar um pouco a traseira. Como você não conhece o carro que está testando, NÃO confie nos freios, faça o teste em um local livre de obstáculos.


-Faça muitas manobras com o carro para avaliar o curso total da direção e atento para ruídos. Faça a baliza se for o caso, a direção não deve fazer nenhum ruído ou estalo e a bomba da direção hidráulico somente aumenta um pouco o ruído quando a direção chegar ao limite em um dos lados. Estalos ao manobrar o veículo, principalmente no final de curso, indicam que as cruzetas ou homocinéticas estão ruins.


-Trafegue por ruas de pavimento ruim para avaliar ruídos de suspensão e como está o alinhamento.


-Teste efetivamente todos os comando elétricos do carro, como luzes, limpadores, vidros elétricos, travas e tudo o que for possível.


-Avalie o estado da água do radiador, veja se tem aditivo ou se água está muito enferrujada. Normalmente o reservatório já denuncia o estado da água.


-Verifique o nível do óleo do motor e avalie o lado interno da tampa de óleo do mesmo. Se tiver formação de borra em excesso ou em coloração esbranquiçada mesmo que em baixa quantidade, esqueça desse carro na hora.


-Níveis de fluídos em ordem, mesmo que não sejam recentemente trocados revelam um certo zelo por parte do dono anterior.


-Quanto aos freios, verifique além da eficiência se não existe ovalização (oscilação do pedal ao frear). Pastilhas e discos das Cherokees e Wranglers são relativamente baratas e o sistema de freios não é nenhum “bicho de sete cabeças”, mas vale a pena prestar atenção.


-Se quiser testar o sistema ABS (para os modelos que possuem), escolha um trecho relativamente irregular, as chamadas costelas de vaca encontradas com facilidade em nossas ruas hoje (infelizmente) são muito boas, ou então ruas de paralelepípedo ou mesmo de terra batida. Não há necessidade de desenvolver uma grande velocidade, algo em torno de 20-30 Km/h são suficientes. Nesse tipo de pista e nessa velocidade, freie o carro com uma certa “vontade” (não precisa forçar o travamento), você deverá sentir o pedal do freio pulsar e isso é sinal que a pressão do sistema está sendo aliviada como sinal do anti-travamento do ABS. Atenção ao painel para ver se a luz do ABS não acende !!


-O painel de instrumentos também é um grande aliado na avaliação do veículo. A temperatura da água de arrefecimento nesses veículos é alta mesmo, em torno dos 100°C, e pode chegar as vezes até meia divisão acima, além disso realmente há problemas. A pressão do óleo trabalha, quando o motor está frio em torno dos 3 bar, mas quando o veículo está na temperatura de trabalho é normal baixar (na marcha lenta) em torno de 1,5-2 bar dependendo da viscosidade do óleo utilizado, porém ao acelerar o motor, a pressão deverá subir novamente para o patamar de 3 bar. Abaixo ou acima destes valores realmente pode haver problemas. Preste atenção a todo momento em que está rodando com o carro se a luz do “Check Engine” não acende ou pisca. A voltagem da carga da bateria, com o motor ligado deverá estar em torno do 14 Volts.


-Teste o Ar condicionado, aliás, a todo momento que estiver rodando com o carro, deixe o AC ligado direto, assim poderá avaliar além do fato de estar gelando efetivamente, se o motor não está sobre-aquecendo, se existe irregularidade na marcha lenta ou no desempenho do motor. Teste também o ar quente do veículo.


-Se o veículo tiver GNV instalado e você já tiver uma pré-disposição a rodar com este combustível, isso não é motivo para reprova do carro. Mas é importante avaliar se a instalação foi bem feita, e se foi instalado todos os componentes necessários para o bom desempenho do GNV. O kit GNV ideal seria efetivamente o modelo que possui bicos injetores auxiliares para GNV, mas não são comuns por conta do preço. Os kit convencionais são os que possuem redutor de diafragma. Nesses carros é importante avaliar se o redutor é de grande capacidade e se a saída de gás é gerenciada eletronicamente com motor de passo. È fundamental para o bom desempenho que o veículo tenha um variador de avanço para melhor desempenho e simulador de bicos injetores. Existe uma besteira comum dita que veículos com GNV acendem a luz do Check Engine com freqüência, bobagem, pois se o sistema estiver bem instalado e regulado essa luz nunca acenderá. É normal que exista uma certa perda de potência ao rodar em GNV (comparado a Gasolina), mas não significa que você terá um desempenho de um carro 1.0. Avalie o chaveamento entre a gasolina e GNV e veja se o motor permanece estável, troque sempre entre um combustível e outro com o veículo rodando e pré-aquecido.


-Esse é um item mais difícil, mas o ideal seria levar o carro em uma oficina que lide com injeção eletrônica e pedir para que passem o scanner no carro para levantar os códigos de erro que ficam no módulo de injeção. Mesmo que a luz de Check Engine ou ABS não acenda em nenhum momento, eventuais falhas ficam armazenadas na central, até mesmo as de câmbio automático. Obviamente esse é um item que tem um certo preciosismo, mas se tiver a chance, por que não ?

Prefira um carro que esteja com todos estes itens acima 100% OK, ou pelo menos com os mais simples de serem resolvidos, pneus ruins e pequenos reparos de lataria são mais simples de resolver e até fácil de levantar o custo pra isso que um repara no câmbio ou motor, por exemplo. Kmetragem alta nesses carros não significa muito, o conjunto motor/câmbio, desde que devidamente revisados podem durar acima dos 200 mil Km.

Escrito por: Leo Santis

 

Comentários 

 
0 #2 18/08/2011 22:02
estou babando de vontade de comprar uma cherokee. achei uma laredo e uma limited ambas c/ 200.000km e ano 99. da p/ arriscar? qual a melhor? o cambio das duas são iguais? obrigado amigos. aguardo resposta.
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+1 #1 16/05/2011 21:09
Boa noite, tenho uma cherokee 97 sport 6cc automática com GNV, porém quando coloco na gasolina ela falha demais, dá socos e solavancos e não consigo andar 200m,e também não pega na primeira partida nem frio nem quente, alguma dica?
Agradeço.
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